terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A dura arte de saber delegar

Existem empreendedores que não conseguem sair de férias ou sequer tirar uns dias de folga. Por que isso acontece? Simples, a maioria não sabe delegar tarefas de rotina para seus subordinados.

Falta de confiança nos colaboradores? Talvez. Mas é fato que enquanto o empreendedor fica naquela de "deixa que eu mesmo faço", o subordinado continua sem aprender a solucionar determinados tipos de problema. Alguns colaboradores sofrem por desejarem crescer na empresa. Outros, comodistas, usufruem de tal situação.

Existem aí os dois lados da moeda. Se o colaborador deseja crescer, é frustrante para ele ver que seu superior é a pessoa que resolve tudo e absorve para si problemas que as vezes são corriqueiros no dia-a-dia da empresa. Para aquele colaborador com menos talento - ou acomodado por natureza - fica tranquilo assistir a tudo que se passa em seu redor, já que não é ele que vai resolver alguma coisa.

O problema, com certeza, está no gestor e não no colaborador.

Portanto, é preciso delegar, já que o empreendedor tem de reservar um tempo maior para outras coisas que a corporação requer. Se o colaborador responder de forma positiva, muito bem. Caso contrário, a solução é procurar por outro que queira se desenvolver. Caso você, como empreendedor, continue sobrecarregado e sem tempo para determinadas coisas, avalie se o problema é o colaborador ou você. Lembre-se: o erro sempre está em quem não consegue passar a informação, não tem paciência para compartilhar conhecimento ou, pior, contratou alguém não qualificado para aquele posto.

Por fim, se você quer que sua empresa deixe de ser pequena e caso pretenda se tornar um bom gestor, será preciso, de uma vez por todas, aprender a delegar ... para pessoas a contento.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Acadêmico x Prático: de quem realmente o mercado precisa?

Ao longo de minha carreira já me fiz essa pergunta inúmeras vezes. A razão é simples: sempre vejo acadêmicos de toda ordem em eventos de diversas naturezas. Mas poucos na verdade conseguem implementar bons projetos ou algo a altura daquilo que venderam para seus investidores.

Chega a ser deprimente a cada evento disso ou daquilo você sempre dar de cara com as mesmas pessoas, várias delas profissionais que em verdade nunca escreveram uma linha de código de programa. São figuras sempre presentes no mercado, que seguram uma platéia de 500 pessoas durante a realização de uma palestra, vendem sistemas desenhados em Powerpoint e que, no final das contas, não conseguem transformar em realidade o sonho vendido.


    O Acadêmico - Vende bem suas idéias e as negocia a peso de ouro

Por que isso ocorre? Simples: o acadêmico sabe vender muito bem suas idéias e as negocia a peso de ouro. Só que na hora de colocar a mão na massa, chama outro bando de acadêmicos, deixando os práticos em funções menores, as vezes para cuidarem de projetos menores ou incipientes para a organização. Consequência: o grande projeto não decola e um belo dia o investidor joga a toalha, já que não dá para ficar investindo a fundo perdido.


O Prático - Aquele que realmente coloca a mão na massa: desenha, desenvolve e implanta o projeto

Entre o acadêmico e prático, o mercado precisa naturalmente dos dois. Só que o papel do acadêmico deve ir até onde começa o papel do prático, que a partir de um certo ponto precisa ter o espaço e um valor financeiro a altura do que o projeto requer. Ao invés disso, o acadêmico, via de regra, cuida de tudo do começo ao fim, até por questões financeiras. O resultado é que quando o projeto faz água, todos estão no olho da rua.

Olhando para o mercado nos dias de hoje, vemos que os acadêmicos ainda estão por aí vendendo conceitos e idéias na tentativa de viabilizar um sonho que ainda é um sonho. Os práticos continuam lhes batendo nas portas, recebendo recusas após recusas. É triste constatar que muitos práticos tiveram de abandonar o segmento em que atuavam e partir para outros tipos de negócio diante das inúmeras faltas de oportunidade. Os acadêmicos, por serem bons de garganta, ainda estão aqui ou acolá. Até quando, ninguém sabe. Mas poderiam prorrogar seus mandatos nas empresas onde trabalham se colocassem bons práticos para atuarem de forma resolutiva e bem valorizada.