terça-feira, 25 de julho de 2017

Você quer viver como vivia há 10 anos?

Listamos a seguir algumas mudanças sensíveis ocorridas nos últimos tempos ...

1) O Spotify tornou-se um tormento para as gravadoras;

2) O Netflix acabou de vez com a locadoras;

3) O Booking vem complicando as agências de turismo;

4) O Google praticamente acabou com a Listel, Páginas Amarelas e Enciclopédias;

5) O Airbnb vem complicando os hotéis;

6) O Whatsapp vem complicando as operadoras de telefonia;


7) As mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação;

8) O Uber vem complicando a vida dos taxistas;
9) A OLX está acabando com os classificados dos jornais;

10) O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras;

11) O Zip Car está complicando as locadoras de veículos;

12) O email e a má gestão complicou a vida dos Correios;

13) O Waze acabou com o GPS;
14) O 5º andar está acabando com as imobiliárias que tratam com aluguel;

15) A “nuvem” complicou a vida do “Pen Drive”;

16) O You Tube vem complicando a vida das TVs (adolescentes não assistem mais canais abertos);

17) O Facebook vem complicando a vida dos portais de conteúdo;


18) Com o banco online não se precisa mais ir em agência bancária.

Conclusão: não dá para viver como vivíamos há dez anos.

Temos de ir em frente, porque muita gente já está na nossa frente!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Por que um grupo de empresas acaba?


Dias atrás me fizeram essa pergunta e fiquei uns minutos pensando a respeito. Já trabalhei em grupos que não existem mais. Comecei a me lembrar de coisas do passado e logo cheguei no X da questão.

Um grupo de empresas tem quase sempre a mesma base societária. Diferenças entre sócios são coisas até normais, mas não podem chegar às raias do insuportável. É aconselhável também que todos comunguem do mesmo horizonte de crescimento e façam parte só do grupo; ou seja, não é aconselhável que este ou aquele sócio tenha uma empresa no mesmo segmento, com outra pessoa. Isso pode provocar uma concorrência indireta nada saudável para o negócio.

O ideal é que todo grupo tenha uma holding (com um Presidente) que congregue para si as atividades básicas de todas as empresas que compõe o grupo (cada qual com seu Gestor). São atividades básicas coisas como RH, Departamento Pessoal, Almoxarifado e Compras, por exemplo. Comprar coisas em quantidade para várias empresas normalmente sai mais barato do que o ato de compra isolado para uma empresa em separado.

Acompanhei em minha carreira algumas iniciativas nesse sentido, todas muito bem intencionadas. Mas poucas foram bem sucedidas. Se você olhar para o mercado da forma como se deve, vai notar que vários grupos não foram adiante e acabaram desaparecendo. O que aconteceu? Bem, todos os Gestores, cada qual em sua empresa, não pensavam em formato de grupo. Cada qual liderava sua empresa de forma isolada. Mas o discurso, perante os acionistas e o mercado, era o de “somos um grupo”.

Aí vem o problema que considero primordial: a não intervenção da parte acionária diante de um impasse como esse. Se pensar como grupo era o mais salutar, porque não agir em torno daqueles que iam à contra mão dessa lógica? A não ação acabou por perpetuar uma série de prejuízos e a não prática de grupo acabou por determinar o fim de tais empresas (através de quebra ou venda das mesmas).

Portanto, a resposta mais lógica para a pergunta “Por que um grupo de empresas acaba?” é uma só: “... porque nunca foi um grupo de verdade”.