terça-feira, 30 de maio de 2017

SPAM - Tentativa de venda fácil feita por vendedores preguiçosos

SPAM é o nome dado a prática, infelizmente muito comum, de se fazer e-mail marketing junto a destinatários que não autorizaram o recebimento de tais mensagens. É aquela história: você abre seu correio eletrônico pela manhã e se depara com uma mensagem falando sobre uma solução para calvície. E nem calvo você é!


O resultado desse ato inglório é que o nível de retorno é baixíssimo, já que se a mensagem por sí só não te atrai, você simplesmente a deleta e com o passar do tempo chega até a bloquear o remetente.
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Em verdade, o SPAM é o mal uso do e-mail marketing. Isso na prática se resume ao seguinte: para cada pessoa que ler seu e-mail, você terá duzentas pessoas zangadas com a sua empresa. Como se isso não bastasse, você correrá o risco de ser barrado nos principais provedores e ainda por cima ter seu site tirado do ar.
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Muitos que praticam o SPAM estão na verdade atrás da venda fácil. Antigamente o vendedor pegava o telefone, ligava para uma determinada empresa e durante o contato oferecia produtos ou serviços. Ao constatar o interesse da pessoa do lado de lá, pedia os dados de endereço para enviar material publicitário. Um segundo passo seria confirmar o recebimento de tal material e tentar agendar uma visita inicial.
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Hoje muitos vendedores não querem mais se dar a esse trabalho. Compram arquivos com milhões de e-mails (a maioria sequer existe de verdade), montam uma peça publicitária e procedem o disparo. Dessa forma, muitos serão atingidos num curtíssimo espaço de tempo. Mas os que praticam esse tipo de estratégia precisam entender que para se ter sucesso na Internet é necessário construir uma marca respeitada. E não se consegue isso tentando enfiar uma mensagem goela abaixo das pessoas.
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Por fim, é importante que as pessoas autorizem receber sua comunicação. Dessa forma, você estará se dirigindo a quem realmente está interessado no seu recado, querem saber o que você tem a dizer e podem - naturalmente - a qualquer momento simplesmente dizerem: "Por favor me tire de sua lista" (afinal, vivemos numa democracia).
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terça-feira, 25 de abril de 2017

Quando um software limpa mais do que deve

Existe um software chamado PrivaZer, que se propõe a efetuar limpeza de disco, com buscas simples ou pesadas em busca de arquivos inúteis.

Esses itens, normalmente arquivos temporários ou rastros deixados por programas desinstalados, acabam entulhando o disco e podem prejudicar o funcionamento do seu computador.


O PrivaZer se apresenta de forma simples, para garantir que tais conteúdos sejam removidos de forma simples, mesclando recursos básicos e avançados em uma interface completamente renovada.

Ele surgiu lá por volta de 2012, como uma das grandes alternativas ao praticamente incontestável CCleaner, sendo capaz de buscar por arquivos em todas as unidades de disco conectadas em seu computador, garantindo assim uma pesquisa ampla para deixar tudo limpo e funcionando bem.

Conforme o estado do HD, os processos podem levar muito tempo para terminar. Durante a varredura, existe a opção para a limpeza ser iniciada logo após o término da análise dos arquivos e outra para desligar o computador quando ela for concluída.

Pois bem, meses atrás, um usuário amigo meu estava as voltas com a lentidão de seu Windows 8.1 e resolveu utilizar o PrivaZer para "deixá-lo mais leve". O processo de limpeza durou praticamente duas horas e meia e realmente, após concluído, o computador estava bem mais leve, só que com o problema de não rodar mais determinados aplicativos.

Um dos atingidos foi o famoso pacote Office. Depois da limpeza, Word, Excell e Powerpoint simplesmente não subiam, reclamando de problemas na instalação. O maior agravante foi encontrado no software de correio eletrônico Windows Live Mail, que simplesmente não abriu mais. Pior: não permitia ser desinstalado, assim como não liberava uma reinstalação ou a instalação de uma versão mais atual (no caso a 2012, já que as anteriores estão descontinuadas).

A opção encontrada foi se fazer um completo backup da máquina e - após a formatação - instalar do zero todo o sistema operacional (desta vez o Windows 10). Para o lugar do correio Windows Live Mail, a saída adotada - por determinadas razões - foi o Thunderbird.

Pela experiência vivida, o PrivaZer tornou-se um pesadelo que pelo menos esse meu amigo não quer voltar a viver. Fica o registro.