terça-feira, 26 de dezembro de 2017

2018 - Dá para se animar sendo minimamente realista?

2017 foi um ano duro. Sob todos os aspectos. Para aquele tinha um emprego e perdeu. Para aquele que não tinha e acabou nada conseguindo em termos de reposição. Para o funcionário público, que continua sem aumento ou a mercê de “piadas” chamadas de aumento. Para os aposentados, que terão um dos reajustes mais pífios da história. E também – como não poderia deixar de ser – para os empreendedores (a maioria pequenos que tentam o negócio próprio) que no fundo não passam de malucos que tentam a todo custo driblar uma crise que já dura mais de três anos, com juros na estratosfera e impostos – caríssimos – sem nenhuma base de retorno.

Esse foi o Brasil de 2017. Nada muito diferente de outras épocas, mas bem pior do que outras que já vivenciamos. Mas o que esperar para 2018? Aí é que a roda pega. Em 2018 teremos Carnaval já no meio de Fevereiro, Copa do Mundo lá pelo meio do ano e eleições um pouco mais adiante.

Será que em meio a tudo isso conseguiremos viver o tão propalado crescimento que muitos esperam? De quanto será o PIB em 2018? E os juros? A Selic já está em 7% mas os bancos teimam em manter algumas gloriosas tarifas e tabelas a percentuais acima de dois dígitos. Claro que o governo nada fará contra os bancos. Nunca o fez e não é agora que vai fazer. O PT, que tanto criticou o segmento em tempos passados, aliou-se a ele na quitação da dita dívida externa e hoje os bancos tem no governo seu maior credor.

E a previdência? Como vai ficar? Quantas entidades devem hoje para ela? Várias. Dentre elas, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e até a Rede Globo. Os grandes devedores serão cobrados? Duvido. Os pequenos com certeza. Receberão boletos oriundos de cartórios de protesto para quitarem suas dívidas. E ai de quem não pagar. Será executado, se é que tem algo para ser executado.

O Brasil de 2018 não será muito diferente do de 2017. Poderemos sim viver um pequeno crescimento na esfera econômica. Mas de resto, não esperem milagres. A cultura é a mesma, o povo – que é quem elege os políticos ruins que aí estão – é o mesmo e os políticos serão sempre políticos. Tenho dó de quem acredita que o Brasil vá mudar radicalmente em 2018. Para mudar alguma coisa, é preciso que algo se mude. Do contrário, é esperar o mês que vem para ver se algo de diferente acontece.

Estarei sendo pessimista? Não creio. Quando vejo pessoas públicas condenadas pela justiça tendo grandes chances em cargos eletivos chego a me questionar sobre a teimosia de ainda querermos viver num país como este. Claro que tenho responsabilidades e compromissos outros de diversas ordens. Mas dá para se animar sendo minimamente realista?

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O Duro Calendário Brasileiro

O Brasil tem um calendário atípico para o executivo de vendas. Sim, porque em Dezembro a coisa anda meio que devagar até o meio do mês e depois cessa por conta de férias coletivas, festas de final ano, etc.

Depois vem Janeiro, onde muitos executivos saem de férias. Aproveitam a folga escolar para passeios com a família. Você até pode tentar vender algo nesse período. Mas a pessoa que assina pode não estar na empresa nesse período.

Aí vem Fevereiro, o pior mês do ano para quem vende. Além de ser um mês mais curto, tem o período de descanso mais longo do calendário, que é o Carnaval.

Março é conhecido como “o mês em que o Brasil começa a andar”. Se você não for atropelado por crises econômicas e políticas há uma possibilidade de tudo começar a dar certo a partir desse mês.

O próximo período meio que questionável é Julho; na verdade, outro onde muitos - mas não todos - aproveitam folga escolar para passeios com a família.

Aí emplacamos Agosto, já de olho na reta do final do ano. Todo esforço empreendido nessa fase deve ser maximizado até a parada que ocorre lá pelo meio de Dezembro.

E é aí que está o grande problema deste ano. Estou surpreso com Novembro de 2017. Não pelo fato do mesmo possuir a incrível cifra de três feriados, mas sim pelo fato do que está ocorrendo com o mercado geral, algo nunca visto em outros Novembros que vivi.


As empresas resolveram - meio que do nada – “puxar o freio de mão”, como dizem por aí. Estamos vivendo este ano um Novembro com a cara de Dezembro de anos anteriores. Quantas vezes neste mês não escutamos a célebre frase: “estamos deixando para resolver no começo do ano vem”?

Pelo sim, pelo não, por culpa da crise política ou econômica, a ordem é insistir e tentar concluir alguma venda que valha a pena até pelo menos o final do mês que vem. E torcer para que Novembros vindouros não sejam mais iguais a este.

Detalhe: em 2018 vamos ter Copa do Mundo e Eleições. Se a economia não aquecer, o calendário periga de ficar pior do que o de 2017.